Meio Ambiente
Opção pelo desenvolvimento sustentável
setembro 2009
A exploração sustentável das florestas nativas é apontada como alternativa para o aumento da produção de madeira no país. E também como receita para reduzir o desmatamento da Amazônia e conservar a biodiversidade da região, uma das áreas mais devastadas do Brasil. As conclusões são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Surpreendentemente, os caminhos apontados pelas duas organizações aliam o desenvolvimento sustentável ao econômico, mostrando como é possível unir interesses só aparentemente contraditórios.
O Brasil, apesar do descaso com as florestas e da falta de fiscalização, vem conseguindo melhorar seu desempenho no reflorestamento. Segundo o BNDES, o Brasil é um dos dez países com maior área reflorestada do mundo. No início desse ano, o governo federal comemorou os resultados do Programa Anual de Plantio. Entre janeiro e dezembro de 2005, foram registrados reflorestamento de 553 mil hectares, 60% a mais do que a média registrada entre janeiro a dezembro de 2002, última estimativa. A expectativa do governo é de que no mesmo período de 2006 sejam reflorestados 600 mil hectares.
O sucesso desse modelo de preservação natural, porém, depende cada vez mais da adesão de empresas. O Grupo Tramontina, por exemplo, desenvolve, no município de Aurora do Pará, no Estado do Pará, um projeto de reflorestamento heterogêneo com espécies nativas como paricá, cedro, jatobá, entre outras. Para cada metro cúbico de matéria-prima utilizada na fabricação de produtos de madeira, a Tramontina planta seis mudas de árvores. As árvores plantadas, além de permitir a recomposição das florestas semi-destruídas, preservam a extinção das espécies nativas.
A escolha do Pará para abrigar o projeto também tem uma razão prática: existem grandes áreas na Amazônia que foram degradadas pelo uso inadequado do solo e que podem ser utilizadas para reflorestamento. Áreas que surgiram por falha e abandono de projetos de assentamento agrícolas elaborados, principalmente, durante a implantação da rodovia Belém-Brasília.
No sistema adotado pela Tramontina, bosques pouco produtivos ou florestas semi-devastadas são adensadas com espécies mais nobres. O plantio é feito em linhas de enriquecimento e também através do uso de pequenos espaços.
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