Jardinagem
Casamento forçado
setembro 2011
Cachorro e jardinagem são duas paixões que nem sempre casam por amor. Muitas vezes, o relacionamento acaba em divórcio. Basta o mascote mastigar uma petúnia querida ou cavar um buraco na horta que o acesso do cãozinho ao ar livre passa a ser restrito. Ou o jardineiro desiste de ornamentar o quintal em benefício da liberdade do animal. Mas algumas técnicas podem ajudar mascote e flores a conviver em harmonia.
A primeira pergunta é: quem veio antes? O cão ou o jardim? Se o cachorro já estava na família quando o quintal foi adquirido, ele deve entrar no planejamento paisagístico. Deixar livres os caminhos naturais do pequeno quadrúpede, aqueles trajetos favoritos de todos os cães, muitas vezes marcados na terra de tão habituais, pode evitar muita dor de cabeça. Caso o animal tenha o hábito de correr pela cerca, acompanhando os carros que passam na rua, nada de encher o espaço com plantas. O melhor é instalar as espécies um pouco mais afastadas da rota canina.
Para proteger as flores, alvo preferido dos filhotes, a saída é dar a ele outras alternativas mais aprazíveis. Os cães mastigam os vegetais na esperança de aliviar a coceira da troca de dentes, que ocorre lá pelos quatro meses. Quem sabe um osso de borracha, especial para roer? Ele não vai mais nem pensar nas plantas. Outra saída é deixar as flores numa altura que o mascote não consiga alcançar.
Os repelentes externos, comprados em lojas de artigos para animais, também podem ser uma boa solução. Eles possuem odores agradáveis aos humanos, mas insuportáveis aos cachorros e, assim, mantém os animais afastados. Em geral, são elaborados à base de citronela, que possui cheiro semelhante ao do capim limão. Borrifados ou instalados sobre as plantas e sobre os vasos, vai segurar o monstrinho longe deles.
Cavar buracos é o hábito mais complicado de se livrar. Os animais gostam de se sentir seguros e, para isso, procuram esconderijos onde possam ficar isolados do mundo exterior. Se o cão fez um buraco mais escondido, uma boa troca é deixá-lo ficar com o recanto. Isso evita que outros buracos sejam cavados bem no meio do canteiro de flores. Caso contrário, quando os buracos tiram o charme do jardim, o jeito é tampá-los com terra e uma mistura de água e um pouco das fezes do próprio filhote, ou mesmo enterrar as fezes dele lá. Isso o mantém afastado daquele ponto por um bom tempo.
Mesmo com esses cuidados, o peludo pode continuar a fazer estripulias no jardim se não encontrar distrações. Uma volta na praça no final do dia e alguns brinquedos para o cãozinho se distrair e gastar a energia também podem ajudar salvar essa união.
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