Casa e Decoração
As cores do apetite
agosto 2010
Como colorir a cozinha para abrir o paladar.
O roxo da beterraba, o amarelo da banana e o verde do limão costumam iluminar pratos e travessas. Mas, à exceção dos alimentos, as cores são esquecidas na cozinha. Quantas paredes brancas existem para cada parede colorida nas cozinhas do mundo? Uma infinidade.
Hanns Peter Struck, fundador e ex-presidente da inativa Associação Brasileira da Cor, não tem dúvidas de que as cores não agradam somente aos olhos. Para o arquiteto, estudioso do poder dos tons no humor do ser humano, as cores podem ajudar a abrir o apetite e animar o ambiente. A receita de Struck é simples: escolha cores que lembrem seus alimentos favoritos. De branco, há pouco além do arroz. Mas o verde, por exemplo, está presente em verduras e frutas. O vermelho, no tomates e na carne. Os beges lembram farinhas e massas.
A única cor vetada pela especialista é o azul. “Você já viu algum alimento azul?”, pergunta Struck. O azul é especialmente ruim para restaurantes, argumenta, porque, além de não encontrar semelhante na alimentação, é uma cor fria que não desperta a animação e alegria que se espera de um refeitório. “É preciso trazer cores quentes para a sala de jantar se você quer reunir as pessoas em volta da mesa”, ensina Struck.
Antes de se dirigir à loja de tintas, chame um arquiteto e estude como as cores vão interagir com a iluminação do local - seja elétrica ou natural. Struck lembra que um bege pode ficar marrom em um ambiente mal iluminado - e estragar o projeto inicial. “Cada caso é um caso. As cores dependem muito da iluminação”, alerta.
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