Gastronomia e Receitas

Vamos de tapas?

setembro 2009

Motivo não falta. Horário de verão, o sol, planos para as férias, a rodada do futebol, um paquera. O brasileiro sempre encontrou razões para sair do trabalho e tomar um chopinho, especialmente no verão, quando o calor favorece a atividade. Acompanhando a bebida, os convivas estão acostumados a pedir uma porção de batatas fritas, um bolinho de bacalhau, uma coxinha de galinha e tudo o que se convencionou chamar de baixa gastronomia nos últimos anos.

Sem dúvida, o Brasil está na primeira divisão da culinária de petiscos. Mas os verdadeiros craques desse esporte são os espanhóis. Há séculos, de forma quase obsessiva, os ibéricos deixam o trabalho no final do dia e se tocam para o bar para realizar um pequeno lanche enquanto jogam conversa fora.

Lá, os petiscos são chamados de tapas. O nome surgiu porque os espanhóis utilizavam fatias de pães para tapar a entrada de moscas dentro das taças. Com o tempo, conforme contam as lendas populares, os donos dos bares começaram a oferecer acompanhamentos para os pães, que eram devorados no decorrer da noite.

Diferente do gosto brasileiro, as tapas espanholas privilegiam pequenos sanduíches e ingredientes frios, como azeitonas, tábuas de frios e frutos do mar. Também há frituras, como lulas empanadas e as tortillas, que levam ovo e batata. Muitas vezes, algumas rodadas de tapas podem substituir a janta, que, na Espanha, é servida tarde, bem depois das 21h.

Portanto, se alguém lhe convidar para ir de tapas, não se preocupe que o interlocutor não está convocando você para a briga. É um convite agradável para conversa, vinho e o melhor da cozinha local.

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