Casa e Decoração
Vestido de parede
setembro 2009
A parede do quintal está nua. Branca feito uma loira escandinava - no inverno. Como a tela de um pintor, o canvas limpo abre espaço para a criatividade. É hora de pintá-la? Ou podemos pendurar vasos?
Uma solução é deixar a criação por conta da Mãe Natureza. Plantando trepadeiras próximas ao muro, a vida tomará conta da fria parede branca de maneira imprevisível e, na maioria das vezes, dará um aconchego inigualável ao ambiente. É uma forma de trazer um pouquinho da Europa para dentro de casa. No Velho Continente, trepadeiras seculares esquentam - e escondem os defeitos - de casas antigas com muita freqüência.
Pouca gente lembra, mas algumas frutas vêm da família das trepadeiras, como uva, maracujá e chuchu. Basicamente, existem três tipos de trepadeiras. As sarmentosas são aquelas que se fixam sozinhas nas paredes, usando caules adicionais conhecidos como "gavinhas". As volúveis precisam de uma estrutura para subir. A vantagem das volúveis é que o seu crescimento pode ser controlado, dependendo do desenho da estrutura que suporta a planta. As trepadeiras cipó são as mais dependentes. Possuem o caule maleável e, por isto, é preciso amarrá-la numa estrutura para que a planta suba.
Mas é preciso tomar cuidado antes de comprar o vestido da sua parede. Algumas trepadeiras, como a unha-de-gato, a costela-de-adão e a jibóia, penetram em pequenas rachaduras e podem alargar as frestas, derrubando reboco e causando outros danos à estrutura da parede. Além de mal vestidas, são mal educadas.
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